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Ejaculação retardada: como identificar e formas de tratamento

A ejaculação tardia ou retardada é uma disfunção sexual masculina ainda pouco comentada. Números do Instituto Paulista de Sexualidade indicam que de 2% a 6% dos homens brasileiros sofrem dessa lentidão. Mesmo encontrando um número bem menor de casos que os “ligeirinhos”, que chegam a 40% da população masculina, porém, quando não é tratada, pode causar muitos transtornos.

O oposto da ejaculação precoce, o transtorno consiste na demora para que o homem chegue ao orgasmo. Em alguns casos, o ápice sexual não chega nem a acontecer. O indivíduo não consegue gozar nem durante a penetração nem com sexo oral. Às vezes, só chega lá se masturbando. Para identificar o problema sempre que passar de 15 minutos da prática sexual, de duas uma, ou a pessoa tem realmente autocontrole ou sofre de ejaculação retardada!

Há casos em que a demora em atingir o orgasmo é de mais de meia hora. Às vezes, isso é ruim também para a (o) parceira (o), que pode perder a lubrificação necessária para a transa e sentir-se incomodada.

Sendo assim, é preciso descobrir as causas, que podem ser decorrentes de problemas de cunho sexual ou não. A prostatite, conhecida como inflamação da próstata, a diabetes e a esclerose múltipla são algumas delas.

Há algumas situações que podem agravar o problema. A falta de sensibilidade na região pélvica oriunda de traumatismos medulares ou cirurgias na área, podem diminuir a inervação e a condução simpática, responsáveis pela ejaculação.

A fonte da deficiência de sensibilidade pélvica só poderá ser confirmada através de exames e da análise do paciente, feitas por um profissional.

Outra decorrência possível para a ejaculação retardada acontece devido ao uso de certos medicamentos, especialmente os antidepressivos. A serotonina é um neurotransmissor atuante no cérebro, que tem entre suas funções regular a sensibilidade e os movimentos. Quando sua recaptação se faz inibida, uma decorrência possível é a ejaculação retardada.

Muitos deles, inclusive, têm como efeito secundário o tempo prolongado de ejaculação, e nem sempre essa informação é passada para que o homem dê a devida importância. Portanto, é importante consultar um médico para ver a possibilidade de trocar a prescrição, reduzir a dose ou até mesmo interromper o uso por alguns períodos.

Situações psicológicas também pode ser um gatilho para disparar o problema.  Álcool em excesso, consumo de drogas, como maconha, cocaína, crack e ecstasy,  conflitos sexuais, como homossexualidade não-assumida, pouca intimidade, no relacionamento, por exemplo, culpas e traumas como morte e traição, •antecedentes de abuso sexual, transtornos de ansiedade, fundamentalismo religioso e o medo em engravidar a parceira são situações que se encaixam nesses gatilhos.

Alguns homens simplesmente perdem o desejo pela (o) companheira (o). E a masturbação passa a ser o único meio de sentir prazer. O que pode ser mútuo, no caso de relacionamentos longos, com o desgaste da convivência do casal.

Com tratamento e ajuda psicológica, a ejaculação retardada pode sumir em aproximadamente 95% dos casos, mas o tratamento leva em torno de seis meses a três anos. A partir da identificação da causa, o problema é normalmente solucionado e envolve terapia, já que pode trazer algumas consequências para o relacionamento.

Além disso, é importante que o homem mantenha hábitos saudáveis, como exercícios físicos regulares, alimentação balanceada e evite fumar, beber ou consumir drogas.

25 de julho de 2019